domingo, 26 de agosto de 2012

Belo Desastre - Jamie McGuire


Autor(a): Jamie McGuire
Título Original: Beautiful Disaster
Páginas: 389
Lançamento: 2012 - Brasil/ 2011 - EUA
Editora:Versus
Classificação★★★




Tive resistências para ler este livro da escritora americana Jamie McGuire.
Ele está sendo considerado como a versão "light" de Cinquenta Tons de Cinza e não que eu tenha abominado o livro, estou ansiosa pelo segundo, mas tenho um grande problema com esses livros que falam que você irá viciar etc.
Sou uma presa fácil, essa minha vida de trabalho casa e casa trabalho, faz com que eu devore os livros, e às vezes isso não é muito bom.
E aconteceu o que eu temia com Belo Desastre. Pode parecer ridículo, mas ler este livro foi, literalmente, um belo desastre.
Comecei minha leitura ontem, sábado, ao meio dia, e quando foi às 23:30 desse mesmo dia, fechei o livro e percebi que todo o sábado havia ido embora e as únicas pausas foram almoço e janta.
Não que houvesse algo para fazer - vida de solteira é um saco, às vezes - mas sinto que estou chegando a um nível problemático! rsrsrs
Bom, sessão psicológica à parte, vamos ao que interessa.

Abby é caloura na universidade, junto a sua amiga America. Elas mudaram de cidade para deixar o passado sombrio de Abby para trás, mas quando Abby conhece Travis Maddox, ela sente que apesar dele lhe fazer relembrar desse passado sombrio, não conseguirá se manter afastada dele.
Inicialmente eles se tornam amigos, o que deixa toda a universidade em grande alvoroço, porque o lutador mais temido de todos, aquele que não perde uma luta, pega todas as "minas" apenas para sexo, e ainda tem uma fila atrás de si, de outras querendo ter a mesma experiência, está tendo amizade com uma garota, e apesar de todos os boatos de que eles se "pegam", Travis mostra um lado muito mais amigável e normal ao lado da Beija-Flor - apelido que ele dá para ela assim que a encontra, e a desculpa para tal apelido é bem fraquinha.

Bom, Travis faz uma aposta com Abby e ela perde, tendo que ficar durante um mês no apartamento que ele divide com o primo, que por acaso, é namorado de America.
E mesmo assim, eles não começam a ficar juntos, Abby fica saindo com Parker, um cara perfeito para o que ela deseja. Paz, tranquilidade e normalidade em sua vida.
Mas sabe, aquela história de que às vezes o que se deseja não é o melhor? Pois então.
Apesar deles tentarem evitar, é visível para todos que Travis é perdidamente apaixonado por Abby e somente ela, finge, não ver, até um certo momento.

Quando eles começam a namorar, mostra um relacionamento codependente por parte de Travis, ele é apaixonado ao extremo e super ciumento. Enquanto Abby continua com suas duvidas e medos.

O livro é todo em volta do relacionamento deles, e sério, é muito bom.
A cada capítulo é algo que aparece que te deixa de boca aberta, e faz você devorar as linhas uma atrás da outra para saber o que vai acontecer.
Travis é fofo, maravilhoso, uma mula ambulante - tem horas que a vontade de bater nele supera a vontade de abraçá-lo, e o mesmo acontece com Abby.
Mas em minha humilde opinião, ela ainda é pior!

O que gostei mais desse livro é que as coisas são mais reais.
Os problemas, as duvidas, os medos, e apesar da garota ser admirada por todos, e claro, atrair o maioral da universidade, a história consegue ser mais realista.
Não temos um cara podre de rico que se apaixona pela garota normal. (by maioria dos livros de romance)

Claro que tem suas partes irrealistas, como todo bom livro, mas não estraga em nada a história em seu todo.
Apesar de ser mais bem escrita do que Cinquenta Tons, a repetição de chavões existe.
Esse negócio de revirar os olhos e baby pra cá e pra lá, me irrita! hahaha

Dizem, que irá sair um segundo livro, a mesma história só que na visão do Travis, o que com certeza será bom, por que ele faz e fala cada coisa tão fofa e tão terrível, que será legal ter a visão dele das situações.
Mas só em 2013 nos EUA, ou seja, quando a Editora Versus quiser, aqui no Brasil.

Indico para aquelas que querem uma leitura sem compromisso, mas que é capaz de te prender, e lhe dar personagens bem construídos, além de lhe atiçar a curiosidade em muitos momentos.

Estava lendo a minha segunda chance para o Joshn Grisham, e já que terminei Belo Desastre em um dia, e estou com o Grisham a 4 dias, dá pra perceber qual é o tipo de livro que mais gosto, não?!

Beijos,

Taty


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Agora e Sempre - Judith McNaught



Autor(a): Judith Mcnaught
Título Original: Once and Always
Páginas: 415
Lançamento: 1987 EUA/ 2012 - reedição Brasil
Editora: BestBolso
Classificação: ★★★



O primeiro livro que li da autora Judith McNaught foi o Dois Pesos, Duas Medidas. Me apaixonei de imediato pelo tipo de escrita da autora, e depois de sair caçando mais livros dela, descobri que o que tinha acabado de ler e me apaixonado, era considerado pelas fãs da autora, como um trabalho “medíocre”. Ou seja, se eu havia me apaixonado pelo que era considerado um livro ruim da McNaught, fiquei pensando como me sentiria ao ler um livro bom dela!

Infelizmente os livros dessa maravilhosa autora são difíceis de encontrar, além de serem caríssimos quando o encontramos.
Mas eis que a BestBolso ouve a prece das leitoras mais pobres da McNaught e lança Whitney, Meu amor, e o melhor, com capítulos novos!
Fui que nem louca, comprei, devorei mais de 500 páginas em dois dias e fiquei querendo mais e mais.
Vagando pelo mundo dos blogs literários, vejo que a BestBolso – sua linda! – iria relançar mais um livro da autora, dessa vez seria Agora e Sempre.

E foi esse livro que me levou até o stand caríssimo da Editora Record na Bienal do Livro, e me fez ficar caçando e buscando infinitamente esse livro, e acreditem, só tinha esse exemplar.

Da lista de três livros que eu queria MUITO comprar na Bienal, apenas ele saiu da feira sobre a minha proteção, e devo dizer, que ele se tornou mais um queridinho. Comecei a ler ontem de manhã, e hoje, vindo para o trabalho, terminei e me senti sozinha e abandonada, o que me levou de volta as preces para que a BestBolso lance mais reedições da McNaught.
Bom,  agora que contei a minha saga com essa autora – devo acrescentar que viciei uma amiga nela também! Afinal, amigas são para ajudar em bons vícios – vamos à História.

Em 1815, a americana Victoria Seaton perde os pais em um trágico acidente de carruagem. Seu amigo Andrew, com quem a jovem pretende se casar, está fora do país. Ela e a irmã Dorothty ficam completamente desamparadas, até descobrirem que a mãe pertencera à aristocracia inglesa. As irmãs são forçadas a partir para a Inglaterra para se hospedarem na casa de parentes desconhecidos.
Victoria surpreende-se ao conhecer seu primo distante, o lorde Jason Fielding. Disputado pelas mais belas mulheres da alta sociedade, solteiras ou casadas, Jason é um mistério para a jovem.
Confusa pela arrogância do rapaz, mas atraída por seu forte poder de sedução, ela percebe que Jason é assombrado por um passado doloroso.

Na maioria das vezes eu fujo de colocar a sinopse aqui, mas tenho certeza, que se fosse descrever a história, iria contar coisas demais. Quando termino um bom livro, fico empolgada demais para me controlar! Hahaha – a louca!

Gente, eu não gosto de romances históricos! Sim, de verdade! Acho um saco eles não terem energia elétrica, celular, e-mail – sempre acontece algo ruim com essa história de meses para cartas chegarem e mais anos para se chegar de uma viagem! Mas por incrível que pareça, os da Judith eu amo! rsrsrs
Mas então, Victoria é ótima, as heroínas da Judith são ótimas. Ela me fez lembrar Whitney, mas um pouco mais meiga do que a rebelde do livro anterior.
Jason é um caso á parte. Claro que teve horas de eu xingá-lo de tudo quanto é nome, e outra em que se descobre o motivo dele ser tão frio e cínico, que juro, me segurei para não chorar.

Isso que eu amo nas histórias da Judith! Os motivos para os traumas dos protagonistas não são bestas e sem razão.

Os dois juntos? Ah, é uma beleza de se ler.

O que não gostei foi que demorou muito para se acertarem, e sério, queria mais capítulos com os dois casados. Fora que não curti muito o final, poderia ter sido menos corrido. Esse é um problema quando se prolonga na história e demora para juntar o casal.

Nem vou ficar falando mais nada, porque só estou rasgando seda, e isso iria continuar.

Esse livro faz parte de uma série!
#todaschoram

Infelizmente o segundo não foi lançado no Brasil, e o terceiro é o Alguém para amar (amei o título! Rsrsr)

Enquanto vou juntando as moedas no meu inexistente porquinho,para os próximos livros da Judith, e enquanto a BestBolso não relança nenhuma outra história dela, irei ler outro livro, que espero, torço e rezo para que seja tão bom quanto!

Beijos,

Taty

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Hawaii Five-0

Olá de novo!
Sim, eu sei, demorei uma eternidade para voltar aqui, que vergonha...
Desculpa, Taty, que me convidou a participar, e quem está aí pra ler!
Mas sabe quando é uma coisa, é outra, e quando sento aqui no computador é tanta coisa pra fazer que vou adiando, e quando vejo, não to inspirada? Pois é.
Mas tudo bem, chega de bla bla bla. Voltei e vou falar sobre mais uma série.
Eu juro que um dia eu falo de algum livro, talvez quando terminar o que estou lendo, ou quando ler algo que valha a pena comentar. Não que tenha lido livros ruins, mas nada relevante ultimamente...
Enfim, estava com duas ideias de seriados para postar, mas estou morrendo de dor de cabeça e acho que falar sobre Hawaii Five-0 será mais light hehehehe



Hawaii Five-0 estreou originalmente em 1968 e ficou no ar até 1980. Sengundo a definição do Wikipedia, "Na série, em meio ao clima paradisíaco das ilhas havaianas, existe um violento submundo que precisa ser combatido por uma divisão de elite 5-0, a polícia estadual, que enfrenta sabotadores, justiceiros, revolucionários, entre outros criminosos, incluindo o vilão Wo Fat."
Após esse sucesso há décadas atrás, em 2010 resolveram fazer uma refilmagem da série para a nova geração e também, por que não, pra galera da geração antiga que viu a primeira.
Quando estreou, não me interessei, confesso. Daí minha querida amiga Marcela, responsável por me viciar em muitas séries, vivia no MSN me dizendo "Veja, é legal! o Alex é lindo!" e eu resistindo bravamente, porque né, o que eu conhecia do Alex O'loughlin era isso:


Época que ele fazia Moonlight, um seriado esquisito de vampiro que não durou muito.
E sinceramente? Achava ele beeem esquisito. Não sei, algo nele me incomodava. Não curtia at all!
Então pensei: não curto ele, pra que vou ver Hawaii Five-O?
Daí a linda da Marcela me manda uma foto atual do Alex:
Well, hello there! ;)
Então né gente, não é que o homem melhorou (muito)?
hahahahahahahahaahaha
Ok, antes que vocês me chamem de tarada, a série é muito divertida! Não é só pela beleza do alex que eu assisto, tá?! Juro!

Bom, voltando ao que importa, Hawaii 5-0 versão 2010 conta com o Alex O'loughlin no papel de Steven McGarrett, ex-Navy SEAL (taí outro detalhe que me convenceu a assistir...) que volta ao Havaí, sua terra natal, para desvendar a morte do pai, que era chefe de polícia. 
Chegando lá, ele recebe a proposta da governadora de chefiar uma força tarefa para combater o crime por lá, incluindo esse grupo terrorista que matou o pai do Steve, com carta-branca para meio que agir como quiser, sem ter que prestar contas a superiores na polícia, somente a ela. Ele concorda, pois assim poderá investigar do seu jeito a morte do pai.
Então ele conhece seu parceiro, Danny Williams, interpretado pelo Scott Caan, policial de New Jersey que odeia o Havaí e está lá só para poder ficar perto da filha, já que o atual marido da sua ex-esposa foi transferido a trabalho para lá, carregando as duas. 
Além de Danny, que se torna seu parceiro na força-tarefa, juntam-se a ele Chin Ho Kelly (Daniel Dae Kim), policial que conheceu o pai de Steve e foi afastado da polícia por suspeitas de corrupção, nas quais Steve não acredita, e Kono Kalakaua (Grace Park), ex-surfista profissional e prima de Chin Ho que acabou de se formar na academia de polícia. Juntos eles formam a Five-0. 
Basicamente Hawaii Five-0 é uma série policial, com muita ação, perseguição, tiros, tudo isso com as belas praias do Havaí como pano de fundo. A cada episódio contamos com um caso diferente a ser solucionado por eles, e por trás há a misteriosa história do pai de Steve.  

Quando comecei a assistir, já estava no meio da segunda temporada, mas não demorei a ficar atualizada! Assistia uns dois episódios por dia, porque é viciante e muito bom!
Além de tudo, é divertida e engraçada demais!!!! Primeiro temos o bromance entre Steve e Danno (como ele carinhosamente chama o Danny). Os dois vivem discutindo, mas se amam demais, a gente sabe hahaha Destaque para os carguments, as discussões que eles têm toda vez dentro do Camaro de Danny, que sempre Steve que dirige. A química entre o Alex e o Scott é ótima e a gente se diverte demais com eles!
Além disso, temos alguns personagens que não fazem parte da Five-O mas são praticamente fixos na série que também são garantia de gargalhada garantida, como o Kamekona, dono do quiosque de camarão, e o Max, médico legista que é uma figura. 
Na segunda temporada, a Five-0 ganhou mais uma integrante, uma agente especial da polícia especialista em negociação com sequestradores, mas graças a deus não durou muito tempo, porque ela é chata e queria pegar o Steve hahahahahaha

Assim que estreou a segunda temporada, todos notaram que o Alex estava mais magro e a cada episódio isso era mais evidente. As camisas que ele usava, antes justas nos bíceps, estavam ficando largas, o rosto sempre abatido, com olheiras. Então saiu a notícia que ele havia machucado o ombro durante as gravações no final da primeira temporada e estava tomando muito remédio pra dor, porque queria continuar fazendo as cenas de ação.
Então ele resolveu ir para uma clínica de reabilitação por duas semanas, para largar o vício do remédio e se recuperar de vez. Por isso um episódio da segunda temporada não conta com a participação dele. 
Mas assim que ele voltou percebemos que está saudável, forte e lindo novamente! =D

Agora me digam sinceramente, Alex melhorou, ou não melhorou?

Antes:
























Depois:





















O que um corte de cabelo, uns exercícios e um nosejob não fazem, não é?!

Enfim, além da beleza já comprovada do Alex, Hawaii Five-0 é uma série policial muito divertida. Se você curte séries policiais, com muita ação, mas também adora um toque de comédia, super recomendo!

A terceira temporada deve estrear em breve, Setembro ou Outubro se não me engano. E a Globo também está exibindo a série às terças, depois do programa do Jô!

Alguém aí assiste Hawaii, ou só eu e a Marcela? hahahahahaha

Beijos, e até a próxima!
Fabi

sábado, 4 de agosto de 2012

Cinquenta Tons de Cinza - E L James



Autor(a): E L James
Título Original: Fifity Shades of Grey
Páginas: 475
Lançamento: 2012 – Brasil/ 2011 – Eua
Editora: Intrínseca
Classificação:★★★

O maior Best seller de todos os tempos.

Ultrapassou Crepúsculo e O Código da Vinci.

Virou capa de revistas que “deveriam” se ater as noticias importantes do mundo.

É um fala de que te fala sobre esse livro, que a pessoa que vos escreve, como leitora compulsiva, não podia, simplesmente, deixar de ler.

Cinquenta Tons de Cinza, o livro escrito pela E. L. James foi uma leitura rápida. Bom, ler 475 páginas em dois dias, trabalhando o dia inteiro, é pra mim, rápido.

Vamos à história – se é que alguém não sabe sobre o que se trata rsrsrs

Anastacia Stelle entrevista, a pedido de sua amiga Kate, o bilionário Christian Grey.
De imediato, a atração entre os dois é devastadora para Ana, e pelo o que parece, para Christian também, já que ele começa a “persegui-la”
Ana nunca teve um namorado, por culpa sua mesma, afinal, ela nunca havia se interessado por ninguém. Mas Christian Grey tem algo que a atraí, como Ícaro ao Sol. E quando Ana termina a universidade, deixa-se embarcar, com medo, no mundo de Grey e percebe que o 
romance que ela tanto almejou, está longe de se concretizar.

Mais um livro com narração em primeira pessoa. Só que dessa vez, eu gostei, por que, se fosse em terceira, Christian Grey não teria nada de misterioso, e até mesmo, sensual.
Claro que ele tem um trauma, vocês já viram um livro de romance onde um do casal não tem um “grande” trauma?

Temos alguns vislumbres sobre o que aconteceu com Christian, mas não totalmente. Nada 
que possa justificar sua maneira dominadora de ser.

Sexo, do começo ao fim. É como se ler contos eróticos sem nenhum tipo de censura. Em alguns momentos, senti vergonha alheia, sim, tem coisas muito explicitas, mas essa é a proposta do livro, então, não posso ficar zangada ou simplesmente odiar o livro.
Afinal, não é à toa que o chamam de pornô barato. Ou pornô para as mamães.

A narração é simples, não tem elementos que lhe façam pensar, acho que foi por isso que li rápido, não lhe adiciona nada. Mas talvez por nossa imaginação nos levar sempre tão longe, não vou fingir que não senti alguns arrepios.

Fiquei devorando as páginas, querendo saber o que Ana faria diante das imposições de Christian.

Sim, o livro é sedutor, até porque, esse é o sue objetivo. Quente, muito quente, mas não original. Infelizmente.

Em algumas partes percebi que a escritora COM CERTEZA leu a série Mortal da escritora norte-americana Nora Roberts, por que, caramba, eu consegui visualizar Roarke em algumas cenas.

Ele te seduz?

Bem, eu fui seduzida. Ao mesmo tempo em que o xingava de filho da mãe, eu pensava, caramba, ele é bom rsrsrs

E consegui entender o motivo de Ana ser tão atraída por Christian. Mas não posso deixar de não entender, o motivo de ela aceitar e até mesmo, pedir, por algumas coisas.

Muito contraditório, eu sei, mas vai ser assim, tem partes que eu gostei muito do livro, e outras que quis soltá-lo e não ler mais nenhuma letra.

O motivo de ele ser uma trilogia, com certeza, é pelo tempo que é muito bem explicado. Neste primeiro livro passamos 3 semanas na visão de Ana, e é porque temos 455 páginas de texto.

Podemos pensar em um diário, talvez.

Recomendo?

Sim, tem algo de muito atrativo no livro, que ou estou me negando a deixa-lo aparecer, ou, realmente, não descobri neste primeiro volume.

Por mais que eu odeie isso, estou ansiosa pelo segundo livro. Preciso saber quais serão as idiotices de Ana, mas com toda certeza, preciso saber se uma pessoa como Christian Grey é capaz de ter algo além do que mostrou no primeiro livro.

Devo parabenizar E. L. James por suas leituras, Harlequim na veia dessa escritora.  Então sim, há livros iguais os dela perdidos por aí, e quem sabe, não iremos ouvir falar?
Para mim, foi um jogo de marketing muito bem feito, e por isso, merece recolher seus frutos.

Queria poder dizer mais, só que poderia estragar as “surpresas” do livro, então, me encerro aqui, deixando bem claro, que infelizmente, ou felizmente, sim é uma história “Romântica?, libertadora? E totalmente viciante? – ah sim, muito viciante – que vai dominar você.”

Beijos,

Taty.

terça-feira, 31 de julho de 2012

O Casamento - Nicholas Sparks



Autor(a): Nicholas Sparks
Título Original: The Wedding
Páginas: 222
Lançamento: 2012 – Brasil / 2003 – Eua
Editora: Arqueiro
Classificação:★★★


Mais um livro inédito (para nós, meros brasileiros) do autor norte-americano Nicholas Sparks.

Ele tem muito livro lançado, gente, de verdade, mas enrolam para lançarem para nós, e quando lançam, é essa enxurrada de Nicholas Sparks nas livrarias,  que poderiam muito bem, montar um stander de lançamentos só do autor.


Seja pela Editora Arqueiro ou pela Novo Conceito, o tema dos livros vocês já sabem, né? Romance puro e nada simples, é claro.

Bom, O Casamento é considerado a "continuação" do livro "O Diário de uma paixão".
Lembram do Ryan Gosling e da Rachel McAdams e aquele super beijo na chuva, lindoooo???
Pois então, aquele filme é baseado em um livro do Nicholas Sparks, que traz um Noah ainda mais fofo - se é que é possível.

Eles falam que é continuação apenas porque trás o genro e a filha do nosso casal lindo de Diário como personagens principais. E claro, o Noah.

Wilson irá completar 30 anos de casado com Jane, e apesar de não falar e nem mostrar, de forma alguma, o quanto ama sua esposa, mais intensamente do que há 30 anos, Wilson percebe que essa falta de demonstração de amor, carinho e afeto, pode ter feito Jane perder seu amor por ele. Assim, seguindo os conselhos de seu sogro, Noah, Wilson decide fazer sua esposa apaixonar-se novamente por ele.

O que eu achei legal nesse livro é que o casal tem mais de 50 anos de idade e já são casados há 30!

Quem nunca ficou com vontade de ler o depois do felizes para sempre?

Eu gosto de imaginar como os casais dos livros, poderiam ficar após o casamento. E o Nicholas Sparks acertou muito bem nessa escolha.
Ele mostra que cair na rotina nem sempre é ruim, mas é ruim quando você deixa a rotina tomar conta do casamento.

Infelizmente o livro é narrado em primeira pessoa, tem alguns casos que eu gostei muito desse tipo de narração, e tem outros, como no caso de O Casamento, que acho que prejudicou a história em si.

O Wilson se mostra demasiadamente apaixonado por sua esposa, mesmo após 30 anos, ele sente que não a merece e que foi uma baita sorte ela ter o escolhido como marido. Até aí, tudo bem, e apesar do livro se focalizar no Wilson tentando ser um marido melhor, senti falta da opinião da Jane nessa história toda.

O fato de ser narrado em primeira pessoa me deixou com a sensação de que Jane, no final, era que não era merecedora de todo o amor de Wilson. O que foi ruim, já que o livro quer mostrar que a esposa esteve ali sempre pra ele e ele sempre pensava em trabalho e trabalho.

No fim, o que mais vale no livro é a participação do Noah, ainda extremamente apaixonado por Allie. E não, eu não chorei, mas derramei uma lágrima por esse trecho:

" - A última vez que os vi dançando foi cerca de uma semana antes de se mudarem para Creekside, quando dei uma passada para conferir como eles estavam. Vi os dois pela janela da cozinha quando estacionava e simplesmente comecei a chorar. Sabia que era a última vez que os veria aqui e tive a sensação de que o meu coração estava de partindo ao meio - pp. 193".


Essa é Jane contando ao Wilson a última vez que viu seus pais dançando na cozinha, hábito que eles tinham, antes de se mudarem para a casa de repouso, onde Allie pediu que fossem morar após descobrir que tinha Alzheimer.

Senti um nó na garganta nesse trecho porque mostra que os dois não estavam preparados para se separarem, para pôr um fim nesse amor. Tanto que Noah tem um caso muito especial com um cisne durante o livro.

Segunda história do Nicholas Sparks que eu descubro o final! Rsrsrs

Fiquei meia na dúvida em alguns momentos, mas no fim, estava certa.

Mas nem por isso deixou de ser encantadora, é diferente das histórias do autor que estamos acostumados a ler, e dessa vez a única emoção será por conta do amor e redescoberta que se tem. – Nada de mortes!!!! Uhuuu rsrsrs

Agora é esperar o próximo lançamento do autor, que com certeza, vai aparecer por aqui!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Última Carta de Amor - Jojo Moyes

Autor(a): Jojo Moyes
Título Original: The Last Letter From Your Love
Páginas: 378
Lançamento: 2012 - Brasil/ 2010 - Inglaterra
Editora: Intrínseca 
Classificação: ★★★★



Quem escreve cartas de amor em pleno século XXI?

Quem escreve cartas de amor, tendo que largar o teclado, pegar papel e caneta e se propor a colocar todos os seus sentimentos em palavras escritas por sua mão, e não por uma máquina?

Quem escreve cartas de amor, tendo que ir ao correio e deixar a facilidade dos e-mails e torpedos para trás?

Quem escreve cartas de amor?

Quando comecei a ler “A última carta de amor” da Jojo Moyes, sabia que iria me encantar e, felizmente, não estava errada.

Acho lindo as pessoas no facebook compartilharem aquelas mensagens tão bonitas, aquelas histórias que na maioria das vezes nunca existiram, mas que foram escritas para nos fazerem pensar e, até mesmo, acreditar. Acho lindo ter esperanças, acreditar que esse genuíno sentimento, tão primata, ainda invade as pessoas fazendo-as acreditarem na vida.

Mas eu lhe pergunto, quem, hoje em dia, no ano de 2012, escreve cartas de amor?

As pessoas esperam romances, acreditam que esse fantasma, que todas as mulheres perseguem com tanta convicção, ainda existe, apesar de não se mostrar tão belamente como antes. Mas, apesar de esperarem, poucas fazem acontecer.

Quanto à história do livro, sinto que ao mesmo tempo é típica, simples, diferente e bela.
Ellie está tendo um caso com um homem casado, e no meio da mudança do jornal onde trabalha, acha essa bela carta de amor escrita por B. Tudo na carta mostra que a mulher, a qual B clama para que fuja com ele, é casada, e Ellie sente-se atraída para saber o que aconteceu com esse romance proibido.

Nessa parte, saí do ano de 2003 e nos leva a conhecer Jennifer, Laurence e Antony, no ano de 1960.

Não sei se foi pela série Mad Men, que se passa nos anos 60, e o meu encanto por essa época, em que o mundo gritava a mudança a pleno pulmões, mas são anos que para mim, são dourados!

Senti muita falta de detalhes físicos dos personagens, aquelas características que muitas vezes se misturam com a personalidade criada e nos fazem sentir que conhecemos aquelas pessoas desde sempre.
Mas fora isso, a descrição da vida de Jenny com Laurence, e de Antony, separadamente, é muito instigante e bem trabalhada.

Na minha opinião, foi a melhor parte do livro.

Não gostei da jornalista Ellie, creio que ela foi criada apenas como aqueles curtas metragens da Disney Pixar antes de seus desenhos, criado apenas para dar um entretenimento antes da grande atração começar.

As cartas de Antony O’Hare no livro de JoJo Moyes, são puras e simples, dominantes e libertadoras, expressivas e calmas, angustiantes e apaixonantes.

Sim, muito estranho, mas são cartas com verdades. São aquelas verdades que nós escondemos de nós mesmos! Que nos negamos a deixar vir a primeira faixa de pensamento em nossa mente, que obrigamos a ficar bem guardadas, como vergonhas.

Estou divagando?

Não sei, de verdade.

Só sinto que a falta de cartas de amor nesse mundo virtual, nesse século XXI, nesse corre corre diário, é uma verdade tão dolorosa, que me faz querer gritar para o mundo:

“Parem com suas mensagens compartilhadas nas páginas de sites. Parem de copiar desejos alheios, palavras alheias. Parem de esperar. E façam acontecer! Escrevam suas palavras. Desejem os seus desejos! Se vocês querem amar, e serem amados, façam isso, da sua forma, não se envergonhe!”

Sei que para algumas coisas é muito mais fácil escrever, mas que quando temos que colocar nossos sentimentos à visão não somente nossa, mas de uma segunda pessoa, a coisa pode ficar aterrorizadora, mas caramba! As pessoas estão carentes disso, carentes de amor, de atenção, de sentimentos puros e intensos, de cartas de amor!

A gentileza dos homens para com as mulheres está morrendo como se estivesse anos esperando uma cura, e agora, desistisse de sua vida, que fora tão bela, mas que terminará de forma iminente.

A paixão das mulheres está acabando, no começo é tudo lindo, apaixonante, mas depois, só reclamações, medos e complicações. Não se luta mais por amores! Não se luta mais por aquele sentimento de 50 anos atrás, aquele, que faziam as pessoas se casarem por amor, que faziam as pessoas saírem de um casamento, enfrentarem o grande preconceito social, em nome do amor. Aquele em que a filha fugia do pai, para estar com o homem que amava.

Cadê a beleza do amor? Cadê a necessidade de se amar? Aquela confusão sentimental que não deixava as pessoas dormirem, comerem, viverem. E que somente quando pegavam uma caneta e um papel, e escreviam de forma tensa e necessária, que o amor que sentia pela pessoa o consumia tanto, que a simples ideia de dormir, comer e viver longe da pessoa amada, era como mil facadas em seu peito?

Cadê as cartas de amor?

Sim, o livro me empolgou, e pode empolgá-lo também.

A busca pela felicidade é algo da natureza do ser humano, e sempre vemos felicidade ligada ao amor, e porque deveria ser diferente?

Escrevam cartas, bilhetes, e-mails, torpedos, recados no mural, scraps de amor!
Se você tem dificuldade em mostrar seu sentimento, tente escrever, vai ver como pode ser muito mais fácil e prazeroso para você e para a pessoa que irá receber suas palavras.

As cartas de amor não fazem falta, apenas, porque ajuda a nos lembrar de que a pessoa o ama, faz falta porque são sentimentos postos em palavras que se podem ultrapassar anos, décadas e séculos, pois elas estarão fixas, a tinta marcada no papel é como o amor encravado em seu coração, só que a outra pessoa pode ver, e porque não se deliciar e voltar 
a acreditar que o amor existe sim!

Livro gostoso de ler, narrativa muito bem construída e história belamente criada.

Agora com licença, porque eu preciso escrever uma carta de amor, e espero que ela não seja a última.

Beijos,
Taty

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Corretor - John Grisham

Autor(a): John Grisham
Título Original: The Broker
Páginas: 356
Lançamento: 2005 Brasil / EUA
Editora: Rocco
Classificação:


Joel Backman era um homem extremamente poderoso. Conhecido como "O Corretor", ele sabia apostar alto; um advogado que ganhava 10 milhões de dólares por ano e podia "abrir qualquer porta em Washington". O que era verdade até ele tentar negociar o acesso ao mais sofisticado sistema de vigilância por satélite do mundo, com quem fizesse a melhor oferta. Quando foi descoberto, Backman achou que a prisão era a única maneira que tinha de permanecer vivo e sem segurança. Seis anos depois de ter sido aprisionado, o diretor da CIA convence o presidente dos Estados Unidos a perdoar Backman, e o corretor passa a ser um homem livre - e um alvo perfeito.

Não ando tendo sorte com os livros de suspenses políticos e policiais que tanto gosto - Sidney Sheldon, Christopher Reich e Sam Bourne, vocês são mestres!!! - e o primeiro livro que li do famoso autor John Grisham me decepcionou muito mais do que A Janela de Overton


Vamos às devidas explicações.
Quando li a sinopse, pensei, vai ser uma caçada e tanto. Vai mostrar esse famoso “advogado” em seu submundo da política, sua decadência, liberdade até a chegada dos assassinos irem à procura de Joel Backman para matá-lo e assim, aniquilar todos os segredos que ele por ventura tivesse.

Ledo engano – de novo!

O livro começa bem, muito bem, adoro os bastidores de Washington, é a pura fanfarra política, assim como no Brasil, mas convenhamos, os americanos tem classe até mesmo nesse submundo político cheio de armações e corrupção.

Começa bem, de uma forma bem diferente do que imaginei, mas até aí tudo bem, melhor um livro te surpreender do que fazê-lo adivinhar a estória toda.
Só que, é melhor você adivinhar a estória toda e ela ser razoavelmente boa – só seria ótima se te surpreendesse – do que ser totalmente surpreendente da forma negativa como “O Corretor” foi para mim.

Backaman é literalmente expulso dos EUA após receber um indulto presidencial e eliminar 14 anos de sua sentença à prisão solitária, é despachado para a Itália e lá recebe o nome de Marco Lazzeri e é neste ponto que o livro desanda.
São mais de 200 páginas com o “Marco” aprendendo italiano e comendo, comendo e comendo!

Sei que a Itália é famosa por sua gastronomia, e que viajar para o país é entrar em uma mar de restaurantes e sabores magníficos, mas hello, John Grisham, não estou na Itália para comer tudo aquilo que você apresenta no livro,e muito menos lendo um livro sobre a Itália, estou lendo um livro sobre um conflito político, ora bolas.

As descrições são enfadonhas e nem a descrição das cidades me chamaram a atenção.
O que era importante no livro – a estória sobre o tal software de satélites e a caça à Joel Backman – ficou em quarto, quinto, décimo lugar no livro, o que, em minha opinião – deixo bem claro isso – detonou com o livro.
É fácil você pegar um livro, de qualquer autor, de qualquer gênero, e ver uma estória que tinha tudo para dar certo, se deteriorar porque o autor não conseguiu mantê-la em um ritmo, desviou-se para dar mais realidade e acabou não achando o caminho de volta.

Pois bem, foi uma tortura ler esse livro, mas eu tinha que terminá-lo e saber se no fim, o senhor Grisham daria um final decente ao chato e tolo Marco/Joel. E não foi assim, quando a coisa ia ficar boa, o livro já estava em suas páginas finais, e quando o terminei, a única coisa que veio à minha mente foi: Preciso ler outro livro do John Grisham.
Preciso dar uma segunda chance pro autor, né? Ele tem MUITOS livros, vários viraram filmes, ótimos por sinal, e pode ser que eu tenha tido a infelicidade de escolher um dos piores deles – já aconteceu isso com o meu amado Sidney Sheldon e isso não significa que ele não tenha livros maravilhosos! – assim, não posso fechar a porta na cara de um autor do calibre dele.

Por isso, vou dar mais uma chance, só que não agora, preciso ler algo que eu sei que vai ser bom...

Então vou ler um da Irmandade da Adaga Negra – risos – não, não tem nada com os meus amados suspenses políticos e policiais, mas eu tenho certeza que irá me agradar muito diferente desse livro do John Grisham.

O que não me deixa mais nervosa, é que paguei R$ 10,00 em uma promoção na FNAC, sim, dez reais é dinheiro e algum livro muito bom, mas é menos mal do que se tivesse pago umas cinquenta pilas, né?

De qualquer forma, quem não quiser passar raiva e perder tempo, não olhem nem uma primeira vez para esse livro, agora, se você estiver precisando de um guia sobre a Itália e tá sem dinheiro? Bom, pode ir à Bolonha sossegada somente com esse livro como guia, porque além disso, ele não tem nada de bom!


Beijos,
Taty