quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bem Profundo - Portia da Costa




Autor(a):  Portia da Costa
Título Original: In to deep
Páginas: 317
Editora: Planeta
Classificação: 

E se você recebesse uma carta anônima, descrevendo detalhes por detalhes, o que a pessoa quer fazer com você sexualmente?
E se você fosse uma bibliotecária, gordinha, que não expressa sua sexualidade e acaba de sair de um casamento controlador?
E se mesmo assim, mesmo sentindo-se inferior sexualmente, mesmo tendo acabado de sair de um casamento dominador e não conseguir agir de forma sexy, você desse uma chance para Nêmeses?

Bem Gwendolynne - isso lá é nome de gente? - dá uma chance para Nêmeses e suas fantasias sexuais, ela deixa-se levar a esse mundo até então desconhecido, e joga-se de cabeça nesse universo sexual que Nêmeses lhe apresenta.

Mas quem seria Nêmeses?

Enquanto Gwen vasculha a grande biblioteca onde trabalha, ainda segurando a carta altamente sexual enviada à ela pela caixa de sugestões, apenas vem em sua cabeça o desejo de que Nêmeses seja Daniel, o professor que esta enfurnado há semanas na biblioteca fazendo uma grande pesquisa.

Esse é basicamente o enredo que Portia da Costa nos dá em Bem Profundo, um livro altamente sexual.
Sim, ainda estamos nessa dos livros eróticos, só que dessa vez eu baixei - aleluia!.

Logo na capa já temos o desafio jogado: "Se você gostou de 50 Tons, vai enlouquecer com este livro".

Devo dizer que apesar de 50 tons ser considerado "erótico", Bem Profundo está muito mais bem aconchegado nesse estereótipo. 
Ele tem cenas de sexo explícitos muito mais marcantes que 50 Tons, isso porque é muito mais cru.

Apesar da história ter um enredo bem pensado, ele não é trabalhado da forma como em 50 Tons.

Esse triângulo sexual entre Gwe / Nêmeses e Daniel não foi bem desenvolvido em questões pessoais, assim podemos dizer.
O livro propõe sexo, e é exatamente isso que ele dá.
Sim, há a tentativa de algo mais pessoal entre os personagens, mas não é algo que ela consiga.

E aí, você pensa: O livro deve ser um lixo.
Não é! Ele cumpre muito bem o seu propósito - Livro Erótico.
Ver Gwen de descobrir, ver ela ser libertada sexualmente é muito interessante, pois há dúvidas que muitas mulheres têm!

Portia consegue fazer um livro bem diferente do 50 Tons e da Sylvia Day, onde a história fica em segundo plano e o grande personagem é o sexo.

Leitura tranquila, se estiver afim de algo mais forte que 50 Tons, Toda sua e o péssimo Luxúria, aventure-se em Bem profundo. Mas economize seu dinheiro, faça como eu: Jogue no Google, baixe em pdf e divirta-se.

Beijos,

Taty

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O Diário de Suzana para Nicolas - James Patterson




Autor(a): James Patterson
Título Original: Suzanne's Diary for Nicholas
Páginas: 223
Editora: Arqueiro
Classificação: 


Sabe quando falamos que lemos determinado livro em um espirro?
Pois então, foi assim com O Diário de Suzana para Nicolas.
Somente pelo título em português e o original, dá para perceber as mudanças que a editora Arqueiro fez na obra, mas apesar disso, não vi muitos erros gramaticais, o que foi um alívio! Mas indo para a história...

Kate está devastada por seu namorado, o cara perfeito!, ter terminado com ela na noite anterior, tudo estava tão perfeito entre os dois, mas a tolinha da Kate esquece que a vida não é perfeita, e quando a esmola é demais, o santo desconfia!

Sem entender o motivo de Matt ter terminado com ela após 11 meses de relacionamento, Kate acha um pacote em sua porta que pode lhe ajudar nesse questionamento.
Matt lhe deixou um diário. Mas não qualquer diário, ele lhe deixou o diário de Suzana para Nicolas.
O diário de sua esposa para seu filho.
E ali, ele diz que ela encontrará todas as respostas para suas dúvidas, e o motivo para que ele tenha terminado com ela.

Sim, no começo ficamos com vontade de esmurrar o Matt, poxa, ele traiu a Suzana com a Kate!!!
Ah, mas o livro não é nada disso, é mais, muito mais.

Enquanto Kate vai conhecendo a vida de Suzana, ela vai aprendendo sobre sua própria vida, sobre o homem que ama e sobre o amor como um todo.

Foi impossível não chorar nesse livro, que nos mostra três histórias de amor: Suzana e Matt, Matt, Suzana e Nicolas e Matt e Kate.

O cara foi o sortudo, você deve estar pensando, mas não.
James Patterson conseguiu, de forma perfeita para mim, nos mostrar personagens tão belos, e esse belo eu devo acrescentar a Matt e Suzana.
A Kate é considerada a personagem secundária, mas tipo, bem secundária.

Foi uma total surpresa para mim, acreditem, você pensa que será mais um livro tipo Nicholas Sparks, mas não é, apesar da cidade pequena etc. Patterson consegue mostrar seu estilo com muito estilo! rsrsrs Com uma classe encantadora.

Livro mais que indicado e como eu disse no começo do post, você o lê muito rápido! O li em menos de 3 horas e a cada página você se delicia mais e mais.

Palmas para a alternação entre primeira e terceira pessoa, simplesmente perfeita de Patterson.
Sim, me apaixonei!
Preciso ler outros livros dele.

Falando em outros livros, já li o Presentes da Vida da Giffin, li antes do Diário, mas quis postar logo. Depois eu volto com essa resenha, ok?

Beijos,

Taty







segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Laços Inseparáveis - Emily Giffin





Autor(a): Emily Giffin
Título Original:Where We Belong
Páginas: 445
Editora: Novo Conceito
Classificação: 


Demorei mais voltei.
Estava preguiçosa com as leituras, e mais preguiçosa ainda para postar, já que tenho uns 5 livros que não foram resenhados aqui.
Mas eis que no final de semana, pego Laços Inseparáveis da Emily Giffin, que estava na prateleira dos livros para serem lidos desde o começo de dezembro, e havia sido deixado para trás.

Bem, eu já tive uma experiência com a Emily, que foi o livro Ame o que é seu, que simplesmente amei, indiquei para uma amiga, ela também amou e sempre me seguro para não pegá-lo da prateleira e relê-lo, sim, ele é muito bom.

Para quem não conhece a Emily - sacrilégio - deve pelo menos ter ouvido falar do filme "O Noivo da Minha Melhor Amiga" com a Kate Hudson como a amiga nada amiga. O filme foi baseado no livro de Emily, e não sei, pela história e pelo perfil da escritora, não duvido que a escrita dela tenha começado como uma autobiografia. Mas isso são especulações minhas, ok?

Não li o livro, porque estava esgotado, e agora tenho uma porrada de outros para ler, e acabei deixando esse do filme para trás, mas tenho também o Presentes da Vida, também da Emily, ainda inédito para mim.

Voltando, os livros da Emily são sempre em primeira pessoa, mas é tão bem escrito, os personagens secundários tão bem desenvolvidos, que você lê de uma forma prazerosa, e com Laços Inseparáveis isso se repetiu de uma forma ainda melhor.

Marian é criadora de uma série famosa de TV, namora o presidente da rede onde sua série passa e tem a vida perfeita.
Só que essa perfeição é quebrada quando Kirby aparece em sua porta e diz que ela é sua mãe.
Sim, Marian havia dito uma filha 18 anos atrás e dado-a para adoção. Havia deixado disponível seus dados para caso a filha quisesse encontrá-la e pois bem, Kirby quis encontrar a mãe, para quem sabe, poder entender o motivo de mesmo tendo pais legais, uma irmã que não a descrimina e o apoio da família, ainda sentia-se uma estranha.
Mas apesar de ainda pensar na criança que ela havia dado, Marian escondera esse segredo de todos, de seu pai, de Peter, seu namorado e até mesmo de Conrad, o pai de Kirby. Apenas sua mãe sabia que Marian havia adiado a faculdade por um ano para ter a menina, e agora, ela tem que responder não somente as duvidas de Kirby, mas as duvidas de seu próprio coração.

Gente, pensem um livro super fofo, com leitura que flui e que te deixa com gostinho de quero mais?
Laços Inseparáveis é assim.

A narração intercala-se entre Marian e Kirby, o que é fantástico, pois temos os pontos de vista e pensamentos delas abertos para nós, e como eu disse, a narração é sempre tão impecável, mesmo ela fazendo a narração entre duas personagens, não peca em nenhum momento.
A única pecadora é a editora, que erra feio em algumas traduções, mas a história é tão aconchegante que você logo esquece o erro e volta a sorri para Kirby e Marian.

Devo da espaço para Conrad, lindo, maravilhoso, pai dos sonhos, homem dos sonhos! Tudo de bom.
Os homens que a Emily cria são muito bons.
Ah, nem estou apaixonada, né?

Tanto que já peguei o Presente para ler e não vejo a hora de começar.

Quem nunca leu nada dela, eu recomendo Laços Inseparáveis e Ame o que é Seu.
Com certeza vai ser uma leitura rápida, gostosa e que vai trazer uma boa nostalgia assim que você fecha-lo.

Beijos,

Taty



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Butterfly - Kathryn Harvey






Autor(a): Kathryn Harvey
Título Original: Butterfly
Páginas: 520
Editora: Universo dos Livros
Classificação: 


Feliz 2013!!!

E começo 2013 atrasada com as resenhas e com as melhores leituras de 2012! É assim mesmo.

Vim postar o último livro que li em 2012. Comprei esse livro no dia 03/12 e terminei de lê-lo no dia 28/12...
Com esses 25 dias para ler um livro de 520, já dá pra imaginar o quanto sofri, certo?
Mas, como sempre, não desisti, e após muita preguiça, e esquecimento do livro dentro da bolsa, consegui terminá-lo e vou lhes contar um pouquinho sobre ele.

Butterfly da autora, que na verdade é Barbara Wood - ela usa o pseudônimo de Kathryn Harver para escrever essa trilogia (sim mais uma) - conseguiu me enganar do começo ao fim.
Não que a história seja tão misteriosa assim, ela não é, mas a sinopse te engana direitinho, e quando você pensa que vai achar uma razão para ela ter sido feita dessa forma, descobre que é pura balela.

Originalmente de 1988, na contra-capa, Butterfly diz que teremos a história de 3 mulheres que estão interligadas pelo serviço da casa Butterfly, acima da elegante loja de roupas masculinas da Rodeo Drive Fannelis.
O "serviço" em questão são homens que satisfazem os prazeres mais ocultos dessas mulheres ricas e poderosas em seus ramos de trabalho.
Seria basicamente um "bordel' feminino! rsrsrs

Ela começa com uma narrativa em terceira pessoa - amém - muito bem escrito, devo ressaltar, no que seria "os dias atuais", de 1988!!!!
E é aí que começa a enganação...
As tais três mulheres que frequentam o Butterfly é apenas um enchimento de páginas! Não que as personagens sejam ruins, de forma alguma. Houve vários momentos em que quis saber mais sobre a Jéssica, a Trudie e a Dra. Markus. 

Só que o mais importante ali não eram elas, mas sim Rachel e Danny.

A história deles começa nos anos 50 e durante esses mais de 30 anos, seguimos os passos deles na busca ao poder.
Danny é um homem totalmente desprovido de sentimentos bons, e após ler O Príncipe de Maquiavel - eu precisei citar isso, porque, não achei muito útil a forma como ela usou tal obra historiográfica na história ficcional dela! - lá vem a historiadora! - coloca na cabeça que chegará ao poder, e ele está preparado para pisar em cima de quem for para que isso aconteça.

Já Rachel busca uma riqueza exuberante para que possa acabar com Danny, já que ele lhe destruiu todos os sonhos de menina, a vendeu á um bordel no Texas, a fez abortar e quase morrer, além de tê-la feito ver o pior lado da vida, que já não era nada fácil.

E é essa história que comanda Butterfly.

Temos flashes, que são páginas e mais páginas, do passado, e passagens do presente.

Gostaria que a história tivesse mais sobre Jéssica, por exemplo, que era uma personagem forte, e que sofria do tipo de dominação nada boa no casamento.

Vou confessar que comprei o livro pensando que seria uma versão madura de 50 Tons, a busca constante da pessoa, mas quebrei a cara, porque esse livro não tem nada de hot.
As cenas de sexo são rápidas, mal escritas e é apenas um pouquinho de vinagre na salada sem graça.

A história de vingança entre Rachel e Danny é muito boa, e deveria ter sido apenas isso, e mais nada, porém, tentar sensualizar essa história foi um desastre!

Enrolei muito para ler, não lerei de novo e está na pilha de livros para o sebo!

Para se ter noção, essa leitura me cansou tanto, que só fui pegar em um novo livro ontem, mas essa nova leitura foi tão boa, que foram 270 páginas em uma noite.
Volto em breve com a resenha desse livro!

Enquanto isso, vou tentar fazer a retrospectiva dos melhores!

Beijos!

Taty

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Em Busca do Paraíso - Judith McNaught



Autor(a): Judith McNaught
Título Original: Paradise
Páginas: 784
Editora: Best Seller
Classificação: 




Ah Judith McNaught!
Sim, voltei com ela.
Já tem mais de um mês que devorei os livros dela que havia comprado. Então, aguardem, porque ainda falta uma última resenha.

Mas para dar uma quebra nos históricos, venho lhes apresentar "Em Busca do Paraíso", ou simplesmente, a história de Matt Farrel e Meredith Bancroft. Ou para simplificar ainda mais, a história da princesa e do plebeu. 

O livro é uma brisa em um dia quente de verão! rsrsrs
Além de ser gigante, tenho que confessar!

Sinopse:

Meredith Bancroft, de família rica e tradicional de Chicago, é criada pelo pai divorciado, um homem despótico e superprotetor, que a sufoca com proibições e exigências descabidas. E é num ato de rebelião que, no fim da adolescência, ela entrega sua virgindade a Matthew Farrell, oito anos mais velho, sem nenhuma projeção social, mas inteligente e determinado, por quem sente súbita e avassaladora atração. Essa única noite de paixão resulta numa inimaginada gravidez e desencadeia uma série de acontecimentos emocionantes que culminam com uma separação litigiosa e sofrida.
Onze anos mais tarde, num encontro ao acaso, os dois se vêem frente a frente, e daí por diante seus caminhos se cruzam e se tornam inseparáveis, assim como suas vidas, seus destinos, seu amor.



Então, só pela sinopse já dá para sentir o drama, agora, coloque todo esse drama que você sentiu e dobre-o! rsrs
É isso que Matt e Meredith passam.

Eu já sou fã declarada da McNaught, a escrita impecável, a construção dos personagens, as reviravoltas que ela cria, e claro, o nervoso que ela nos faz passar, fazem com que ela seja uma autora única!

Fico impressionada como ela consegue cria personagens masculinos tão maravilhosos!
E como não podia de ser, Meredith é uma mulher forte, apesar de achá-la bem submissa às vontades do pai! Claro que tem toda uma questão psicológica por trás, que thanks God, é superada!

Você fica suspirando com o que Matt faz e fala. Tudo bem que tem momentos que queremos dar uns petelecos nele, mas na Meredith também, e como! Só que sabe né? Sempre perdoamos esses deslizes!

O que me deixou nervosa, foi, ela escreveu 784 páginas e no fim correu muito! Queria muito mais de Matt Farrell!

Agora, hello Best Seller, que tal publicar os outros livros dessa série, hã?
É, porque, Em Busca do Paraíso, faz parte da série Segundas Oportunidades, que são quatro romances contemporâneos da Judith.

Temos ainda: 

Tudo por Amor
Sussurros da Noite
Todo Ar que Respiras

Esse Todo Ar que Respiras tem para vender - a "míseros" 59 dinheiros! - facada no coração - e ainda a Judith LINDA! Faz uma dedicatória pro cantor Michael Bublé - que eu AMO, AMO e AMO!

Não tive a oportunidade de comprar - como eu disse em outro post, os livros dela são MUITO caros! - mas estou doida pra ler.

Mais ainda o Tudo por Amor em que o Matt - lindo, fofo, TDB - aparece junto à Meredith.

É uma história que, apesar de ter quase 800 páginas, você lê rapidamente, não vou dizer que no começo eu sofri um pouquinho! Sofri, porque não somos apresentados aos devidos personagens de cara - com isso quero dizer que não somos apresentados à pessoa mais importante da história! hahahahah - mas quando ela começa, não pára, e você fica virando uma folha atrás da outra, mas aí, quando acaba, você sente um vazio! Uma saudade dos personagens!

E vai me dizer que livros assim não são bons?!
São maravilhosos!

Agora, eu ando enrolada com um lançamento, que daqui a pouco nem será mais lançamento! Estou há duas semanas com o livro! Tá complicado terminar!
Assim, é bem provável que eu volte com outra resenha, só não sei de qual livro, porque, como disse, estou ATRASADA!

#preguiçamodeon

Beijos,

Taty











sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Loucamente Sua - Rachel Gibson

Demorei, mas voltei! =)
E, pra mudar um pouco o foco dos seriados (que aliás ainda to devendo uma resenha), hoje vou falar de um livro.



Autor: Rachel Gibson
Título Original: Truly Madly Yours
Páginas: 343
Lançamento: 2012 - Brasil
Editora: Jardim dos Livros
Classificação: 


Hoje vou falar sobre um romance dessa autora americana que apesar de pouco conhecida no Brasil, faz grande sucesso lá fora.

Li apenas quatro livros da Rachel Gibson, da série Sex, Lies and Online Dating, dos quais apenas dois foram traduzidos e publicados por aqui (o segundo e o quarto, porque o povo aqui curte lançar uma série fora de ordem). Li todos em ebook e em inglês e adorei muito a série, recomendo de olhos fechados pra quem curte o estilo.  Por isso, esse ano, quando estive na Bienal de São Paulo com minhas amigas lindas e me disseram que tinha lançamento de livro novo da Rachel, não era série (porque gosto de ter séries completas, obviamente, e odeio ter que ficar caçando, ainda mais quando lançam fora de ordem) e tava barato (um era R$20, se comprasse dois – tinha o Sem Clima Para o Amor, da série que falei aí em cima, lá também – saía por R$15 cada), peguei o meu! 
Demorei a começar a ler porque, bem, eu sou uma leitora lerda hahahaha e tinha que ler um livro sobre a máfia para a minha apresentação de italiano primeiro. Finalmente mês passado peguei pra ler, já sabendo de algumas pessoas, inclusive da Taty, que apesar da história ser legal, a tradução não estava muito boa. Não precisei sair do primeiro capítulo pra perceber isso. A tradução não só não está muito boa, está PÉSSIMA! Assim mesmo, em caps lock! Ok, talvez eu seja um pouco mais chata que os outros porque fiz um curso de tradução, mas de todas as resenhas que li e das amigas que leram e comentaram, a opinião é a mesma: horror de tradução. 
Confesso que não conhecia a editora – Jardim das Letras -, mas por tratar-se de uma editora com stand na bienal, ainda que pequeno e escondido, e vários livros publicados, esperava algo mais bem feito. 
 Ah, como eu disse, não li os outros livros publicados aqui em português, mas parece que o problema não é só com esse. Os outros também tem uma tradução ruim e erros de revisão. 
Como aqui é pra fazer a resenha do livro, não me alongarei muito no quesito tradução, mas só pra vocês terem noção, uma das coisas que mais me incomodou foi a repetição excessiva de pronomes. Era “ele”, “ela”, “dela”, “dela” tipo 50x num parágrafo! Em inglês você não pode começar oração com verbo, tem que usar pronome, mas vamos dar a dica pra tradutora que em português você pode? Acho que ela não sabe. 
A tradutora também tem problemas em conjugar verbos. Podiam contar pra ela que nós temos mais tempos verbais em português do que em inglês, e que ela pode usar o pretério mais que perfeito de vez em quando. 
E que quando alguém não gosta “nem um pouco de você” é diferente de “nenhum pouco”. 
Fora as milhões de “notas de tradutor” no rodapé, em sua maioria inúteis, do tipo: “Era 4 de Julho” e na nota: *Dia da Independência dos Estados Unidos. Cê jura?! Primeiro que todo mundo sabe disso. E se não sabe, ia notar pelos acontecimentos seguintes. 

Bem, já notaram que a tradução me irritou bastante, né? 
Confesso que pensei em desistir e ler em inglês em ebook (acho que farei isso em algum momento no futuro), mas gastei meu dinheiro, mesmo sendo pouco, com isso, então fui persistente e terminei. Mas enviarei minha indignação para a editora e meu aviso a Rachel Gibson pelo Facebook de que estão acabando com os livros dela aqui. Humpf.


Vamos ao que interessa: a história.

Sinopse:

"De volta à sua cidadezinha Truly, em Idaho, EUA, a fim de atender ao funeral do seu padrasto Henry, a bela cabeleireira Delaney Shaw é surpreendida com uma cláusula do testamento dele: para receber a sua herança, ela deverá permanecer um ano inteiro na cidade e não ter  “contato sexual” algum com o bad boy Nick Allegrezza, filho bastardo de Henry. Acontece que, dez anos antes, ela e Nick viveram uma paixão, e embora ele seja um mulherengo incorrigível, a proximidade de ambos reacende a antiga chama.
Será Delaney capaz de resistir ao motoqueiro sexy de conversa fiada? Os sinos da igreja tocarão para este casal improvável?"

Começa que a sinopse não é muito correta, mas nem posso culpar a tradução, porque em inglês também ta assim. Eu explico.
A cidadezinha de Truly, Idaho, teve um prefeito e morador ilustre, Henry Shaw, que parecia ter a família perfeita com sua esposa. Porém um affair com uma mulher basca colocou tudo a perder quando ela foi até sua casa e, na frente de sua esposa, disse que o filho que acabara de ter era dele. 
Por mais que Henry negasse, e ele bem que tentou por anos, finalmente as semelhanças ficaram claras demais para que qualquer um acreditasse nele e sua mulher pediu o divórcio. 
Henry sempre quisera um filho, mas nem sonhara em assumir um filho metade basco. Ele casou de novo, com Gwen, que já tinha uma filha, Delaney, e tentou durante anos, ter um filho seu, acreditando que o problema era da primeira esposa. Mas quando finalmente viu que não teria sucesso, e descobriu-se doente e com pouco tempo de vida, escolheu a saída mais fácil.

Porém Henry, teimoso e dominador como era, continuou a controlar a vida das pessoas mesmo depois de morto. Deixou um testamento com cláusulas bem específicas e exigentes.
Para Delaney, sua enteada com quem cortara relações quando ela o desapontara e fora embora de Truly dez anos atrás, deixou várias propriedades e bens, no valor de 3 milhões de dólares, dinheiro com o qual ela poderia realizar seu sonho de abrir um chiquérrimo salão de cabeleireiros, mas com a condição de permanecer um ano na cidadezinha.
Para Nick, seu filho bastardo que ele hesitou quase a vida inteira em assumir e com quem só decidiu manter contato quando chegou a conclusão que não teria herdeiros - mas a essa altura Nick não queria migalhas do pai que passara anos negando sua paternidade e outros anos ignorando-o – Henry deixou duas propriedades grandes e valiosas, nas quais Nick poderia construir o que quisesse com sua grande empresa de construção, sob a condição de não ter relações sexuais com Delaney por um ano.
Obviamente as estipulações do velho deixaram todos em choque, e é claro que ele tinha seus motivos para acreditar que ambas as coisas seriam difíceis para os dois. 

Começamos o livro sabendo que Delaney e Nick tiveram um envolvimento no passado, mas somente vários capítulos depois sabemos exatamente o que aconteceu, que obviamente eu não vou contar né? 
Assim, por mais que Nick negue sua atração pela menina que “roubara” seu lugar como filho de Henry, notamos em flashbacks da infância todas as provocações entre eles, e com o tempo percebemos alguns significados por trás.
Delaney, que viveu em tantas cidades desde que saiu de Truly, não imagina como será passar um ano presa naquele lugar, onde as pessoas fofocam sobre sua vida e sabem tudo que acontece o tempo todo. Muito menos imagina como será conviver com Nick, depois de tudo que aconteceu.
Nick é um bad boy, um cara com o qual toda menina de família sabe que não deve se envolver. Porque Nick não tem relacionamentos. Ele tem mulheres com quem ele dorme quando está afim. Em algum motel, nunca em sua casa. E é assim que ele pretende continuar. 
Ele tem o cabelo na altura dos ombros e anda numa Harley, com suas Levi’s surradas e suas camisas de flanela, e Delaney acha que será fácil evitá-lo na cidadezinha. Mesmo quando ela resolve morar e trabalhar ao lado do escritório dele.
Claro que dá pra notar que essa convivência não será fácil e que esses dez anos de separação não diminuíram a atração que sentem um pelo outro e que obviamente cresce quando algo entre eles é proibido. Porque tudo que é proibido é mais gostoso, né?
Como eu disse, gosto muito das histórias da Rachel, ela sabe criar personagens fortes, com características peculiares e motivações plausíveis. Nada de mocinhas idiotas e inseguras, nada de gente que não sabe se decidir. 
É claro que as coisas não são fáceis entre eles, e não só por causa do testamento. A mãe de Nick sempre odiou Delaney, que “roubou” o que era de seu filho por direito, e a mãe de Delaney não quer Nick nem perto de sua casa depois do que fez com sua filha no passado. Fora isso, ainda temos bilhetes nada simpáticos sendo entregues na porta de Delaney deixando bem claro que ela não é bem vinda na cidade e deve ir embora de uma vez.
Então tirando a tradução que deixou a leitura sofrida, a história é boa, com situações divertidas de cidades pequenas, muita tensão sexual e, como todo bom romance, o final é fofo (destaque para o presente de Natal que o Nick dá a Delaney *___*). ^^

Não é o melhor livro da Rachel, pelo menos dentre os que eu li, até porque foi um dos primeiros dela, e sei lá, sempre acho que as pessoas melhoram com o tempo hahahaha 
Mas pra quem curte um romance, é uma boa dica. Se você suportar a tradução hahahahaha

Sério gente, vocês devem estar me achando repetitiva com isso, mas me marcou, de verdade. Nunca vi algo tão mal feito. >_<

Então fica aí a dica, mas pegue emprestado de alguém que tenha, ou melhor ainda, se puder leia em inglês. Acho que não vale o investimento.

Pra variar, eu não tenho poder de síntese e minha resenha ficou imensa. Um beijo pra quem chegou até aqui! =*

Fabíola

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Profundamente Sua - Sylvia Day





Autor(a): Sylvia Day
Título Original: Reflected in You
Páginas: 256
Lançamento: 2012 - Brasil
Editora: Paralela
Classificação: 


Eu ando em falta com as resenhas. E como!
Li Profundamente Sua, o segundo volume da Trilogia Crossfire, da autora Sylvia Day há umas duas semanas atrás e só agora a sem vergonha vem resenhar o livro!

Mas bem, vamos ao que interessa.
Gideon Cross está de volta, e aí, Gideon, só você mesmo pra fazer querer ler igual uma doida o próximo livro.
Não entendeu?
Bem, como vimos no primeiro livro da trilogia Toda Sua, Eva Trammel e Gideon Croos tem um "romance" carregado de erotismo, dependência, fantasmas pesados, obsessões e muita, mais muita vontade de fazer tudo dar certo.

Os ingredientes para o começo do livro são os mesmos do primeiro. Sexo, brigas, fantasmas do passado vindo dar um oi nada básico, confusões alheias que acabam refletindo no relacionamento, já pouco conturbado, dos dois.
Só que no decorrer, no qual eu senti que o primeiro foi muito melhor, você vai achando que vai ficar naquela mesmice, e até a narração do sexo é do mesmo modo.
Mais eis que Sylvia Day, como se tivesse acordado, faz com que a história torne-se intrigante, misteriosa e muito sedutora para os leitores.
Sim, ela conseguiu, mesmo achando que o livro estava fadado ao desastre, dar uma reviravolta tão maravilhosa, que você fica com uma vontade enorme de ler o terceiro.

O que mais gosto no casal, além do Gideon ser tudo de bom, maravilhoso, viril e tudo que um HOT man deve ter, é que eles tem consciência dos problemas que os rodeiam, tem consciência que precisam melhorar, juntos. E eles fazem isso acontecer, entendem? Não ficam como aqueles casais bestas esperando um milagre.

Eles são como uma droga um para o outro, se fazem mal e se fazem bem, e lutam para deixar todos os medos para trás, para que não atrapalhe o já conturbado relacionamento, e ver a força de Gideon a força da Eva, é muito impactante.

Palmas para a senhora Day, que consegue, mesmo com a narração em primeira pessoa, nos fazer ver um lado de Gideon que algumas vezes não conseguimos nos personagens masculinos por conta desse tipo de narração.
Mas, maiores palmas por ter conseguido fechar o segundo livro de forma tão brilhante e com gosto de quero mais, muito mais.

Se tiverem chance, leiam, não desistam, mesmo quando acharem que não vale continuar a leitura, qualquer coisa podem gritar comigo, porque Sylvia Day consegue mostrar que histórias eróticas podem ter conteúdo e  qualidade, sim, muito obrigada!

Ainda fico devendo três resenhas para vocês... Só isso! Fora o que já estou lendo!
Logo coloco em ordem!

Beijos,

Taty